... e foi assim, aliás sempre tinham sido assim as minhas noites, depois de um beijo teu e de um desejo de boa noite, ias para a sala ver televisão sentado no sofá, eu com muito cuidado espreitava do canto do meu olho os teus fazeres e admirava-te sonhando vir um dia a ser como tu... Eras o meu ídolo, aquele pelo qual eu daria a vida, nao havia limites de dizeres nem de fazeres teus que nao me fizessem feliz...
Mas um dia, foste-te embora e abandonaste-me...pra sempre... deixaste-me sozinho neste mundo cruel e feroz que me atormenta a cada segundo do meu dia a cada tic-tac do meu relogio, em cada sonho meu, nesse dia o meu maior problema, ja nao era o medo de morrer, mas sim o tormento de viver. Apartir desse dia eu tinha em cada dia meu, um momento teu. apareceste de uma maneira simples e esquisita pois nao te conhecendo tornaste-te muito especial, mas ter este pensamento de criança nao era mais para mim, no dia em que me abandonaste todas as crianças que haviam em mim, morreram, tinham assim crescido e tornaram-me no que sou hoje, na pessoa em que me tornei e tornar-me-ão num homem. Passados 4 anos, tinha percebido o teu motivo de vida, querias tornar-me a mim feliz, a minha mae e ao meu irmao, mas tudo se resume a 3 palavras "NAO VAIS CONSEGUIR" e sabes porquê? Porque era impossivel tornar uma criança feliz, eu ja era feliz, ja tinha orgulho em ti. E a mae e o mano, tal como eu, amavam-te mais que tudo, depois disto tudo queres que te diga quem foste tu? queres que diga qual é o meu problema? pois responder a isso é facil... Tu és o meu pai, e o meu problema é que sem ti, sou infeliz e Viver infeliz, é morrer lentamente.
Vasco Lavareda
Dedicado a: José Carlos Lavareda e Beatriz Palha
terça-feira, 23 de novembro de 2010
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