terça-feira, 23 de novembro de 2010
Viver infeliz, é morrer lentamente
Mas um dia, foste-te embora e abandonaste-me...pra sempre... deixaste-me sozinho neste mundo cruel e feroz que me atormenta a cada segundo do meu dia a cada tic-tac do meu relogio, em cada sonho meu, nesse dia o meu maior problema, ja nao era o medo de morrer, mas sim o tormento de viver. Apartir desse dia eu tinha em cada dia meu, um momento teu. apareceste de uma maneira simples e esquisita pois nao te conhecendo tornaste-te muito especial, mas ter este pensamento de criança nao era mais para mim, no dia em que me abandonaste todas as crianças que haviam em mim, morreram, tinham assim crescido e tornaram-me no que sou hoje, na pessoa em que me tornei e tornar-me-ão num homem. Passados 4 anos, tinha percebido o teu motivo de vida, querias tornar-me a mim feliz, a minha mae e ao meu irmao, mas tudo se resume a 3 palavras "NAO VAIS CONSEGUIR" e sabes porquê? Porque era impossivel tornar uma criança feliz, eu ja era feliz, ja tinha orgulho em ti. E a mae e o mano, tal como eu, amavam-te mais que tudo, depois disto tudo queres que te diga quem foste tu? queres que diga qual é o meu problema? pois responder a isso é facil... Tu és o meu pai, e o meu problema é que sem ti, sou infeliz e Viver infeliz, é morrer lentamente.
Vasco Lavareda
Dedicado a: José Carlos Lavareda e Beatriz Palha
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Da felicidade para a Solidão.
Lembro-me de já alguns anos os dias chegavam mais depressa que as noites, eram dias felizes,
Se soubesse o que sei hoje, preferia ter vivido naquele mundo de fantasia PARA SEMPRE!!! Mas nem sempre tudo é como nós queremos… umas vezes temos de saltar muros maiores que nós sem usar os nossos membros… temos de os saltar apenas com a nossa mente! Sempre quis saltar esse muro através da força e ser mais teimoso que os outros! Se querem saber ainda hoje estou á frente desse muro sem forças para o ultrapassar, estou parado a olhar para ele e não consigo mexer-me sempre que tento esquecer-me de como ele é grande e esta parado á minha frente!!! A partir do dia que esse muro apareceu… as coisas mudaram. Os natais passaram a ser longínquos uns dos outros, a família começou a odiar-se uma á outra, nós as crianças percebemos que a vida não é assim tão fácil de se viver como nos contos de fadas. A vida tem muitas margens, caminhos mais estreitos, ruas mais apertadas, e muitas vezes becos sem saída nos quais quando queremos voltar atrás não podemos e se tentamos já e tarde demais. A partir desse dia nós as crianças cada vez menos brincamos com os nosso brinquedos e cada vez mais nos lembramos de como é bom estar em família e do que é que se trata a expressão “estar em família”.A vida de todos mudou no preciso momento em que o muro se pôs á nossa frente. Uns decidiram contornar o caminho pela esquerda, outros tentaram contornar o caminho pela direita, e ainda outros (como eu) ainda hoje estam parados a olhar para o muro e a pensar “como é que isto foi acontecer! Não consigo acreditar!”. Pensas que a vida é um ciclo? Pensas que a vida são só rosas prontas para desabrochar? Pensas que a tua vida não pode piorar? Então estas enganado! A vida pode acabar a qualquer momento, podes nunca realmente perceber o teu verdadeiro motivo de vida, podes estar constantemente a sofrer, cada vez mais, e mais, e mais!!! Na vida não há quem morre primeiro nem quem morre depois, há quem vive para sofrer e quem vive para viver. Todos nós estamos no meio, apenas somos o que queremos e o que escolhemos! Não podemos escolher a nossa vida nem escolher o futuro que queremos! Apenas te digo uma coisa vive todos os momentos como se fossem os últimos, pois podes perde-los!
Um dos grandes defeitos do ser humano é não dar o verdadeiro valor ás pessoas que o merecem e ser cego com quem devia abrir mais os olhos! Repara nas pessoas á tua volta pois aquelas que te podem ser mais chatas podem ser aquelas que querem mais o teu bem, os teus verdadeiros amigos, esses sim! Podes escolhe-los! Este é o outro defeito do ser humano, só dar o verdadeiro valor a uma coisa quando esta desaparece ou morre.